Zara e H&M: dois grandes nomes do varejo mundial


Fotos: Roberto Sena
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Fachada das lojas Zara e H&M, em Goya, umas das avenidas de Madrid.

Enquanto estava no Brasil ouvi falar muito bem da rede de varejo sueca H&M. Pra quem nunca ouviu falar, trata-se de uma rede com 1.822 lojas, em 33 países, sem presença no Brasil. Só no ano pasado faturou em todo o mundo 13,4 bilhoes de dólares, tendo com maior mercado a Alemanha, Inglaterra, França e o país de origem, a Suécia. Com tantos números ao seu favor é hoje a líder européia em distribuição têxtil.

A H&M possui uma linha de produtos gigantesca, que se divide em coleções, tanto para homem, quanto mulher, passando por diversas faixas etárias, como crianças e jovens, além de possuir sua própria linha de cosméticos que passam por constantes mudanças. Seguindo o exemplo de grandes marcas mundiais como a americana Nike, a marca sueca não produz uma peça sequer que vende, terceirizando tudo com fornecedores na Europa, e quase 60% na Ásia. Em entanto, todo o desenho de seus produtos está concentrado no escritório central da empresa, uma casa modesta em Estocolmo.

Fui visitar muitas de suas lojas aqui em Madrid e pude comprovar que os preços se parecem muito com a nossa já conhecida C&A, e as lojas seguindo também o mesmo perfil, por se tratar de também ser uma rede varejista. Solicitei um catálogo da última coleção da marca e fui prontamente atendido. Quem tiver a oportunidade de estar uma unidade da rede, é bom estar com dinheiro ou um cartão de crédito com um limite bem generoso.

Outro grande nome do varejo e a espanhola Zara, que mesmo não possuindo a quantidade de lojas que tem a H&M, é a rede que cresce mais rapidamente no mundo. Desde sua fundação, em 1975, já tem 1.350 ponto de venda.

Ao contrário de sua rival, a opta pro produzir grande parte do que vende na Europa, chegando a 75% de sua produção total, só as peças mais elaboradas são feitas em oficinas no Camboja e Tailândia, Peru e Marrocos. A marca espanhola ainda foi além, e em Para evitar ser atingida por escândalos como o da Nike, acusada de exploração infantil em 2000, elaborou um código ético e revistou todas as oficinas para comprovar que nelas não trabalhavam crianças.

Com 200 funcionários na área de criação, a Zara consegue ser muito rápida diante das tendências que surgem à todo o momento, cruzando informações com as demandas de cada gerente de loja e com os conselhos dos comerciantes. A capital japonesa Tóquio é sua cidade favorita para inspiração e para prever as novas tendências. O resultado disso tudo é instantâneo, ou seja, enquanto as outras lojas levam em torno de cinco meses para colocar uma nova coleção em exposição, a Zara transforma a última tendência em roupas prontas em apenas quinze dias.

A marca consegue distribuir produtos um dia depois após o pedido ter sido feito pelas lojas da Europa, e dois dias depois no caso das unidades da Ásia e do continente americano (incluindo o Brasil), revolucionando a logística como conhecemos.

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