A cultura da marmita


Foto: Roberto Sena
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Quando estava no Brasil ouvia falar muito que espanhol era um marmiteiro nato. Pois é, pude constatar o fato, e perceber também que trata-se se de algo normal por aqui. Nos parques, no transporte público, nas ruas, enfim, onde a fome der sinal de existência. Alguns ingredientes são sempre os mesmos, como o jamón (fala-se “rramón”), item que merece um artigo a parte, de forma resumida o tal jamón é carne de porco, que tanto os espanhóis amam.

Ultimamente vejo essa parte do porco em diversos pratos, entre eles os lanches, lugar onde mais se encontra a deliciosa carne da gastronomia nacional. Em casa mesmo o jamón estava presente no meu lanche, onde também estava o queijo de cabra, jamón cerrano (fala-se “rramón cerano”), maionese, azeite, orégano e sal. Tudo muito bom!

Creio que tudo isso deva ser altamente calórico, mas é difícil encontrar espanhóis obesos, eu mesmo não encontrei. Com certeza essa combinação citada acima deve ser o terror de muita gente preocupada em não engordar, no entanto, com o calor que faz por aqui nessa época (ar extremamente seco), não deve ser difícil perder essas graminhas a mais.

No Brasil, ver alguém bem trajado sacar um lanche na rua, ou mesmo imaginá-lo ver levando ao trabalho a boa e velha conhecida dos brasileiros, a marmita, é algo que a mente do povo brasileiro, pelo menos da maioria, ainda não é capaz de processar, devido em grande parte ao próprio preconceito, enfim, mais um tabú a ser vencido.

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One thought on “A cultura da marmita

  1. To com você nessa cara! abaixo o preconceito com as marmitas!!! muito boa a matéria!

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