Flash Mob. Porque o Brasil ainda não usa estrategicamente essa poderosa “arma” de marketing? (Por: Solange Oliveira)


Foto: Meremy Joe
flash mob
Movimento de Flash Mob.

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público, para realizar determinada ação inusitada, previamente combinada, após o que, as pessoas se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou dos meios de comunicação social.

No Brasil essa ação ainda é não é muito divulgada ( curisamente ) já que somos o País que mais absorve novidades da Internet. Roberto Sena já escreveu sobre Flash Mobs em São Paulo e é grande incentivador do ato, onde mostra flash mob da T- Mobile Dance, como exemplo, aliás o meu predileto.

A pergunta que eu faço é: Porque as empresas não usam mais o conceito Flash Mob como ferramenta poderosa de Marketing de Marca? A resposta pode ser: – Porque não entendem ainda.

Um pouco de história:

O termo flash mob foi usado pela primeira vez aproximadamente lá por 1800, porém não da maneira como o conhecemos hoje. O termo foi usado para descrever um grupo de prisioneiras da Tasmânia (!)baseado no termo flash language para o jargão que estas prisioneiras utilizavam. Ainda nesta época o termo australiano flash mob foi usado para designar um segmento da sociedade, e não um evento, não demonstrando nenhuma outra similaridade com o termo moderno ou os eventos descritos por ele.

O primeiro flash mob foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik, em Manhanttan- NYC. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, “A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo” em um mob anônimo e sem liderança.

No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.

O segundo mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy´s. Wasik e amigos distribuiram alguns flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início. – para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro.

Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar da loja de departamentos na sessão de tapetes, reunindo-se em volta de um tapete caro. Um vendedor instruído a falar que as pessoas reunidas no andar viviam juntas em um depósito nos arredores de NYC,e que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo. No mínimo criativo!

Pillow Fight

Houve ainda o famoso Mob : guerra de travesseiros, que ganhou em um novo formato quando passou a integrar o quadro de flash mobs. Nesse Mob, as pessoas combinam pela internet, um determinado local e horário e levam consigo seus travesseiros para guerrear com pessoas desconhecidas. O Pillow Fight, vem sendo praticado em várias cidades do mundo.

Foto: Ken Ilio
Pillow Fight Day Chicago
Pillow Fight Day Chicago.

Até o momento, a última guerra de travesseiros teve lugar na Leicester Square em Londres, no dia 22 de março e foi divulgada através de um blog inglês dedicado apenas a flash mobs.

Foi tanto sucesso que o flash mob extrapolou o conceito e virou o Pillow Fight Day. Promovido em 35 cidades diferentes, o objetivo é tornar o espaço urbano um verdadeiro playground. Porém, o conceito por trás do Pillow Fight Day ainda é o mesmo das flash mobs, ou seja, divulgado via Internet, SMS e outros, onde pessoas que não se conhecem juntam-se com um mesmo objetivo.

O próximo Pillow Fight Day 2010 já esta sendo preparado! Eu fico imaginando esse evento simultâneo em 10 cidades com mais de 10.000 pessoas – quantos olhares isso atrairá? E se 50% desses olhares fossem para uma marca, qual o valor disso?

Quem assina

ChanelSolange Oliveira é especialista em e-commerce, tem 20 anos de experiencia em T.I. e já operou os maiores e melhores e-commerces da America Latina. “E-commerce Girl” (@Ecommerce_girl), como é conhecida no Twitter, participa de palestras e cursos no Brasil e Europa. Escreve o blog E-commerce Girl’s Blog, nele conta como é o e-commerce dentro e fora das áreas de tecnologia. É sócia da Class Ecommerce Midia – empresa especializada em consultoria para e-commerce , construção de lojas virtuais e produção de imagens de produtos para e-commerce.

Entenda o motivo de outras pessoas estarem escrevendo por aqui!

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4 thoughts on “Flash Mob. Porque o Brasil ainda não usa estrategicamente essa poderosa “arma” de marketing? (Por: Solange Oliveira)

  1. OI ,Solange ! bom meu nome é Taila e eu moro em Aracaju se ,bom eu nunca tinha ouvida falar em Flash Mob mais adorei e to tentando fazer o primeiro aqui é aracaju se de tudo certo mando o vidio pra vc xd

  2. Olá, Solange! Tô fazendo um trabalho para a faculdade sobre flash mobs e acabei caindo aqui nesta página.
    Então, só pra avisar q talvez vc n ão saiba, mas tem um programa de TV chamado MOB Brasil, comandado pela Didi Wagner, q está no ar desde julho, q promove Flash Mobs!
    É bastante legal, embora realmente não reúna muita gente!
    Eu participei do 2º episódio! Coloquei o vídeo todo no youtube, dá uma olhada lá….procura por “mob brasil didi wagner”…tá em 3 partes!!

    =***

  3. Seninha,
    Ficou otimo o post! muito obrigada.

    Sua generosidade superará as fronteiras…

    E, vamos ensinar as empresas a fazer Flash Mob?

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