Os defeitos que nos fascinam, e nos fazem lutar por algo…


Fotos: Roberto Sena
Sozinho

São Paaaaulo, cidade que sempre nos surpreende! Um dia faz um frio de doer, em outro o calor não dos deixa dormir, e algumas horas depois o mundo resolve desabar por aqui em forma d’água, com chuvas que deixam a vida da metrópole cada vez mais caótica, afinal de contas a cidade é contemplada com cerca de 72 microclimas, ou seja, na Vila Mariana pode estar chovendo, enquanto no Jabaquara o mormaço pode estar fazendo muita gente pingar de suor. Enfim, já ouviu falar que nos apaixonamos é pelos defeitos, e não pelas qualidades? Pode parecer loucura esse questionamento, mas estou começando a ve-lo com outros olhos, aliás isso já se tornou uma afirmação em minha cabeça.

Creio que o instinto humano seja atraído pela vontade de encarar desafios, de tentar mudar algo que não está bem, afinal de contas que graça seria se tivéssemos algo ou alguém perfeitinho? Queremos ser parte de algo, de uma melhoria, de uma evolução, afirmar para si mesmo que fizemos parte daquelas mudanças que realmente significaram algo.

Não me refiro somente à uma cidade, um espaço, me refiro a todo o contexto, entrando aí o sentimental. Gostamos de correr riscos, simplesmente porque precisamos de adrenalina, que de certa forma nos faz bem, nos faz nos manter alertas, estar sempre ativos, e prontos para o imprevisível, mesmo que esse “imprevisível” nos deixe as vezes de calças curtas.

Para que possa encarar um desafio, é preciso antes estar preparado para o mesmo, lógico que nunca estaremos preparados 100%, se fosse assim ninguém perderia uma guerra, e assim ninguém teria estímulo para enfrentar nada, pois é isso que dá o gosto, a sensação do imprevisível é uma das coisas que nos move para o desconhecido. No entanto quando se está nessa luta em dupla, seja você com um amigo, esposa, namorada, ou qualquer outra pessoa, perceber que só você se esforça no campo de batalha é algo realmente deprimente.

ChanelRecentemente recebi uma mensagem de uma pessoa que está lutando contra algo, mas seu “outro braço” da batalha demonstra fragilidade e covardia. Isso pode estar acontecendo contigo, de alguma forma, pense nisso! Leve em consideração e pare, olho para ele e talvez descubra, talvez esse outro lado não esteja fraco porque simplesmente não acredita na vitórias de ambos, mas talvez porque ele não acredita mais em sí mesmo, por ainda olhar para trás. Enquanto isso a noite vem sobre a minha janela e o meu chocolate já se encontra gelado. Bom, as vezes costumo dar essas paradas, por saber que isso possa alcançar distância além das fronteiras físicas.

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