Moradores de rua: até quando?


Foto: Roberto Sena

Morador de rua em frente a Catedral da Sé.

Como muitas outras grandes cidades spalhadas pelo mundo, Sampa também tem muitos problemas, e um dos que me chama mais a atenção são os próprios habitantes, não os que possuem um lar, ou mesmo um teto onde possa viver dignamente, mas sim aqueles qu estão esquecidos por ruas, viadutos e até nos esgotos subterrâneos da cidade, como podemos presenciar em programas jornalisticos, como o Profissão Reporter, que exibiu cenas chocantes hoje(29/07).

Ao andar pelas ruas da região central, especificamente nas próximidades da Catedral da Sé, pude constatar em apenas alguns segundos em que fiquei observando, que o ser humano definitivamente deixa de dar valor cada vez mais ao seu semelhante. Era claro notar que mesmo vendo uma outra pessoa em situação crítica, os indivíduos que por ali transitavam viam tudo aquilo como algo corriqueiro.

Ao conversar com uma dessas pessoas, pude “tentar” entender o motivo de tanto descaso. Uma grande parte da sociedade não crê que esse quadro vá mudar, muito menos que aquilo seja um problema delas, no entanto é aí que se enganam.

O argumento que mais se sustentar é de que não é possível ajudar tanta gente e que isso e um dever do Estado. Mas se isso está como está, será que nós não podemos interferir no quadro? Se todos tomassem a atitude de pelo menos estender uma mão, pois em muitos casos o que aquelas pessoas alí abandonadas precisa é apenas uma palavra de conforto, ou simplesmente um olhar de valor, e não de desprezo, como acontece na maioria das ocasiões. Creio que quando isso começar à acontecer muita mudança poderá ser sentida na sociedade como um todo, pois nem sempre a precisão é necessariamente de algo físico, e sim apenas de uma palavra de conforto.

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2 thoughts on “Moradores de rua: até quando?

  1. Uau, linda a foto!
    Ola Roberto, nao eh somente vc que esta sumido!
    Nao estou tendo acesso facil a net desde que cheguei em Melbourne e nem muito tempo tbm!
    Mas qdo a poeira abaixar “tamos ai”.
    Aquele abrasss

  2. Acredito que sempre podemos ajudar, sempre podemos mudar quando realmente queremos.
    E não tem que ser todos de uma vez só. Acho que aos poucos a gente chega lá.

    Beijo!

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