Internet e relacionamentos: os dois lados da moeda


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Quando o assunto é futebol, religião ou política, ouvimos dizer que não se deve discutir esses temas, no entanto, ainda teimamos na maioria das vezes em bater na tecla. E quando o assunto não está relacionado à nenhum dos itens descritos anteriormente? Nesse caso a pauta está aberta.

Durante toda essa semana estive envolvido em projetos que envolve a internet como um todo, e consequentemente fiquei conectado por longos períodos de tempo, isso me mostrou um outro lado do relacionamento. Por ficar muito tempo diante de um computador, a saída, as vezes, é procurar os amigos, não aquele que fique do seu lado, que te acompanhe numas cervejas, mas um que lhe permita continuar produzindo. Então vamos ao MSN. No terceiro ou quarto dia virando mais uma noite, uma amiga me disse que estava “seco”, pensei se estava dizendo que estava seco de maneira física, pois nesses últimos tempos emagraci de forma preocupante, mas o que essa amiga estava querendo informar é que estava seco na forma como agir.

Costumo comparar esse tipo de situação à ir no médico, ou seja, quando temos um diagnóstico, e temos dúvida sobre o mesmo, costumamos procurar a opinião de outro especialista, e foi isso o que fiz, procurei a opinião de uma outra amiga, que eventualmente estava online. A sua resposta à minha pergunta foi unânime: estava agindo de forma seca.

Diante da constatação do fato procurei imediatamente identificar o problema em mim e consertar isso. Depois de um curto espaço de tempo cheguei à conclusão de que o problema não reside apenas em mim, mas em todos os envolvidos. Minha parte na culpa é de não conseguir perceber que quando estamos trabalhando e deixamos esse canal de comunicação aberto, que é a internet, a pessoa do outro lado nem sempre entende que aquele tempo, ou aquele momento roubado por segundos pode atrapalhar a linha de raciocínio do nosso lado. A outra metade da culpa fica com o interlocutor, que não percebe que precisamos de um tempo, claro que ele só se torna culpado quando avisamos de nossos afazeres, mesmo assim, qualquer ser humano necessita de socialização, e se sente de certa forma com necessidade de conversar com alguém, mesmo que tenha um grau de timidez, e saiba que a outra pessoa se encontre ocupada.

Mas e quando envolve privacidade? Aí a coisa fede. Lembro-me de que não a muito tempo atrás o principal motivo para discussões no quesito internet eram os e-mails. Quem não foi alvo de uma namorada, ou alguém próximo que insistia em monitorar suas mensagens, ou até em alguns casos, exigir que você fornecesse a sua sena da conta? Nos tempos atuais isso não mudou, e pra somar à isso veio os sites de relacionamento. Um exemplo clássico é o Orkut, onde todos sabem os passos do próximo, tornando a privacidade algo extinto.

Como nem tudo é só notícia ruim, por outro lado a internet uniu povos e pessoas de diferentes crenças, raça e níveis sociais, pois na rede todos tem praticamente o mesmo peso. Através de mensageiros como MSN, sites de relacionamentos como Orkut, e o bom e velho e-mail, torno-se possível construir novos círculos de amizade, e em muitos casos amigos verdadeiros, que carregamos no coração. Eu poderia ser encaixado nesse papel de sortudo com amigos, pois consegui conquistar amizades que não tem preço, e continuo à fortalecer esses laços à cada novo contato que tenho com elas. Enfim, como qualquer outro instrumento, acredito que se usado corretamente e com responsabilidade, a internet pode se tornar uma ferramenta perfeita, e no final das contas a único que pode destruir essa sintonia é você mesmo.

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3 thoughts on “Internet e relacionamentos: os dois lados da moeda

  1. Seu novo blog ja’ esta’ nos meus Favoritos! Afinal, Sampa tambem e’ Meu Lugar!!! Bjs!

  2. Oi.

    Será que essa pessoa que disse que vc tava um grosso fui eu? Pq vc tava mesmo…

    Beijos
    Espero que vc tenha melhorado…

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